Tarefas e para casas: como incentivar os filhos a fazerem as atividades da escola?
 
     Antes de insistir que uma criança execute várias tarefas, certifique-se que a tarefa é adequada para a criança. Infelizmente, nem sempre temos percepções precisas do que as crianças são capazes de fazer. Pais e professores podem cometer o erro de atribuir tarefas para as crianças que ainda não tenham adquirido as competências necessárias para concluí-las. Por exemplo: praticar cálculo não seria bom para mim desde que eu não tenha adquirido as habilidades necessárias para realizá-las. Nós também podemos não estar dispostos a aceitar o desempenho de uma criança se ela não fizer com os nossos padrões. Se uma das tarefas do seu filho é fazer um “desenho” (por exemplo) e você sempre o corrige ou pede para ele fazer nos seus padrões de “um desenho ideal”, a criança provavelmente irá perder a motivação para fazer a tarefa.
     Se a criança e incapaz de completar tarefas ou atribuições, ou se ela o faz incorretamente, considere a possibilidade de que ela não entendeu adequadamente o que foi exigido dela. Às vezes, é fácil supor que as crianças não fazem as tarefas corretamente porque querem escapar da responsabilidade quando, na verdade, elas pensam o que fizeram foi o que você pediu. Uma vez pedi a um paciente que jogasse os papeis que sobraram da terapia a as pontas dos lápis apontados no lixo. Dei a seguinte ordem: “ponha o pé e jogue o lixo”. Eu tinha aquelas lixeiras que se abrem apertando o pé… Sabe o que aconteceu com esse paciente? Ele chegou perto da lixeira, deu um chute e jogou o lixo em cima da lixeira sem abri-la. No momento questionei por que tinha feito aquilo e ele me disse “Você não me pediu para picar o pé na lixeira e jogar o lixo nela…! Então fiz o que você pediu!”.
 
     Torne os “para casas” uma parte da rotina diária. É mais fácil de recordar uma tarefa se for realizada no mesmo tempo em cada dia. Ao decidir sobre uma agenda, tenha em mente o gosto da criança, o que não gosta, e seu melhor tempo do dia. Ela pode não se sentir particularmente cooperativa se você pedir para realizar tarefas durante seu programa de TV favorito. Se isso não importa quando as tarefas são feitas, pedir à criança se prefere fazê-las na parte da manhã, depois da escola, ou em algum outro momento que se encaixa na rotina da família.
 
     “Fatie” as tarefas e trabalhos de casa em pedaços pequenos e gerenciáveis. As crianças às vezes se sentem oprimidas pelo que lhes parece ser uma enorme quantidade de trabalho. Programar pequenas pausas quando parte das tarefas estiverem prontas. Incentive a criança a participar de algum tipo de movimento durante os intervalos: “Depois de terminar os dez primeiros problemas, você pode andar de bicicleta 15 minutos”. Este movimento vai aumentar a sua capacidade de se concentrar quando ela retornar para a tarefa.
 
     As crianças que são capazes de trabalhar de forma contínua durante vários minutos, podem responder bem ao uso do tempo. “Você pode trabalhar em sua ortografia durante quinze minutos e, em seguida, fazer uma pausa para brincar”. Se você optar por fazer isso, certifique-se que seu filho é realmente capaz de trabalhar para a maioria do tempo. Algumas crianças podem não ter um conceito bastante claro de quanto tempo elas devem fazer as atividades e podem passar a maior parte do tempo se perguntando se já está acabando o tempo!
 
     Enfim… Espero que tenham gostado do texto de hoje! Você tem alguma outra dica? Compartilhe abaixo nos comentários!
 
Por |2018-04-25T20:55:50+00:0020 de outubro de 2016|Aprendizagem|0 Comentários

About the Author:

Graduada em Fonoaudiologia (2009), mestre (2011) e doutora (2016) em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da UFMG. Realizou cursos no Centre de Linguistique Appliquée (Université de Franche-Comté) – França (2013). Participa anualmente de congressos internacionais, sendo o de 2015 em Monterey na Califórnia/EUA. Publicou estudos importantes nos periódicos Journal of Communication Disorders e Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Atualmente participa do grupo de pesquisas em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Tem experiência clínica nas áreas de audiologia e linguagem, com ênfase em processamento auditivo, treinamento auditivo, distúrbios de linguagem e aprendizagem. Currículo completo: http://lattes.cnpq.br/1978022333477136

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