Compreendendo a disgrafia… 
 
     A disgrafia é uma condição que causa problemas com a expressão escrita. O termo vem das palavras gregas dys (“prejudicada”) e grafía (“escrita”). A disgrafia é um problema de origem neurológica. Não é o resultado de uma criança preguiçosa.
 
     Para muitas crianças com disgrafia, apenas segurar um lápis e organizar as letras em uma linha é super difícil! Sua escrita manual tende a ser confusa. Muitos lutam com a ortografia e para colocar os pensamentos no papel. Essas e outras tarefas de escrita – como organizar, armazenar e depois recuperar da memória – podem ser difíceis.
 
    Diferentes profissionais podem usar termos diferentes para descrever esta dificuldade com a expressão escrita. O DSM-5 não usa o termo disgrafia, mas usa a expressão como “um prejuízo na expressão escrita” na categoria de “distúrbio específico de aprendizagem”. Este é o termo usado pela maioria dos Médicos e Psicólogos.
 
   Então é importante entender que a escrita lenta ou descuidada não é necessariamente um sinal de que a criança não está tentando o suficiente. A escrita requer um conjunto complexo de habilidades finas de processamento de linguagem e motor. Para as crianças com disgrafia, o processo de escrita é mais difícil e mais lento. Sem ajuda, uma criança com disgrafia pode ter dificuldade na escola. Então fiquem atentos aos sinais da disgrafia e sempre procure orientação caso haja dúvidas.
 
Por |2018-04-25T20:33:37+00:0022 de novembro de 2016|Aprendizagem, Escrita|0 Comentários

About the Author:

Graduada em Fonoaudiologia (2009), mestre (2011) e doutora (2016) em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da UFMG. Realizou cursos no Centre de Linguistique Appliquée (Université de Franche-Comté) – França (2013). Participa anualmente de congressos internacionais, sendo o de 2015 em Monterey na Califórnia/EUA. Publicou estudos importantes nos periódicos Journal of Communication Disorders e Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Atualmente participa do grupo de pesquisas em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Tem experiência clínica nas áreas de audiologia e linguagem, com ênfase em processamento auditivo, treinamento auditivo, distúrbios de linguagem e aprendizagem. Currículo completo: http://lattes.cnpq.br/1978022333477136

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