Bullying
 
 
     O bullying é um termo da língua inglesa (bully = valentão) criado na década de 1970 pelo pesquisador norueguês Dan Olweus e se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionas e repetitivas adotadas por uma pessoa ou um grupo contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento.
     A violência no bullying ocorre sem motivação evidente e tem o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem que esta tenha a possibilidade ou capacidade de se defender, em uma relação desigual de poder, caracterizando uma real situação de desvantagem para a vítima. Neste caso, ela pode passar a ter medo/pânico de ir para a escola, faltando sistematicamente ou criando desculpas para não ir, como falar que está doente ou dizer que a aula foi cancelada.
     Além disso, no ambiente doméstico, sentimentos como raiva, impotência, insônia, enurese noturna (o famoso xixi na cama), dores frequentes de barriga ou de cabeça, sintomas depressivos e ansiosos e comportamentos que beiram o estresse e descontrole podem se tornar presentes, sendo importante considerar, inclusive, a possibilidade de abandono da escola e tendências suicidas nos casos mais graves.
     O praticante do bullying (bullie) é a pessoa autoritária que controla ou domina os demais membros do grupo e tem um ponto de vista preconceituoso sobre os outros, destacando aspectos não apenas da aparência física, mas também de dificuldades sociais (crianças tímidas) ou acadêmicas específicas.
    Mas não é só ele o participante desse tipo de abuso: há também os incentivadores e os observadores que se tornam “plateia” dos agressores – também é essencial que haja uma sensibilização das crianças e jovens para que percebam sua responsabilidade diante da situação ao serem coniventes com essas manifestações de poder. Ainda, deve-se destacar que os papéis de vítima e agressor são bastante flexíveis, já que quem sofre bullying em um contexto pode praticá-lo em outra situação.

 

     O bullying não é legal (em nenhum aspecto) e pode trazer muitos problemas no futuro para quem pratica ou sofre esse tipo de violência. Portanto, fique atento e ajude a evitar esses episódios, conversando sempre com seu(sua) filho(a) e desestimulando qualquer tipo de agressão.
 
Fonte: Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.
Por |2018-04-25T20:24:06+00:0017 de dezembro de 2016|Aprendizagem, Escola|0 Comentários

About the Author:

Graduada em Fonoaudiologia (2009), mestre (2011) e doutora (2016) em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da UFMG. Realizou cursos no Centre de Linguistique Appliquée (Université de Franche-Comté) – França (2013). Participa anualmente de congressos internacionais, sendo o de 2015 em Monterey na Califórnia/EUA. Publicou estudos importantes nos periódicos Journal of Communication Disorders e Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Atualmente participa do grupo de pesquisas em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Tem experiência clínica nas áreas de audiologia e linguagem, com ênfase em processamento auditivo, treinamento auditivo, distúrbios de linguagem e aprendizagem. Currículo completo: http://lattes.cnpq.br/1978022333477136

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