Cognição e consequências comportamentais da NF1*

Garantir o reconhecimento precoce de problemas cognitivos ou comportamentais em crianças com a NF1 é uma peça fundamental da parceria entre a família e a escola. É importante lembrar que pelo menos metade de todas as crianças com NF1 têm algum grau de dificuldade cognitiva ou comportamental.

A possibilidade de tais problemas deve ser mantida em mente para qualquer criança com NF1. Muitos médicos sugerem que crianças com NF1 devem ser formalmente avaliadas quanto as habilidades cognitivas por um  especialista.

Acredita-se que problemas cognitivos e comportamentais podem ser causados por alterações na estrutura e/ou função do cérebro devido à NF1. Nenhum perfil específico de comprometimento cognitivo ou comportamental parece ser único para NF1. Além disso, os problemas se sobrepõem àqueles vistos na população geral – e as crianças com NF1 respondem as mesmas intervenções que são usadas para crianças com comprometimento comportamental que não possuem NF1.

No entanto, é importante reconhecer que cerca de metade de todas as crianças com NF1 não apresentam complicações cognitivas ou comportamentais. Com isso, pode ser um perigo de “excesso de diagnóstico” ou “super-análise” da condição e assumindo que tais problemas estarão presentes em uma criança com NF1. Para este e muitos outros motivos, é importante que educadores e pais trabalhem juntos para avaliar se existe um problema.

* Este texto foi escrito por Bruce R. Korf da Universidade do Alabama (EUA) e traduzido integralmente e literalmente por Pollyanna Barros Batista. A versão original pode ser acessada no link http://www.ctf.org/images/uploads/resources/CTF-NF1_for_Educators_web-ready_(1).pdf.

 

Por |2018-09-01T13:43:40+00:0010 de setembro de 2018|Atenção, Cognição, Neurofibromatose, NF1|1 Comment

About the Author:

Graduada em Fonoaudiologia (2009), mestre (2011) e doutora (2016) em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da UFMG. Realizou cursos no Centre de Linguistique Appliquée (Université de Franche-Comté) – França (2013). Participa anualmente de congressos internacionais, sendo o de 2015 em Monterey na Califórnia/EUA. Publicou estudos importantes nos periódicos Journal of Communication Disorders e Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Atualmente participa do grupo de pesquisas em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Tem experiência clínica nas áreas de audiologia e linguagem, com ênfase em processamento auditivo, treinamento auditivo, distúrbios de linguagem e aprendizagem. Currículo completo: http://lattes.cnpq.br/1978022333477136

One Comment

  1. Carla Santos 12 de setembro de 2018 at 03:42 - Resposta

    Bom dia
    Sou mãe de um menino de 7 anos com NF1.
    Achei interessante as informações que li.
    Gostaria de receber mais sobre a NF.
    Maior parte das informações é tudo inglês.
    Obrigada

Deixe um Comentário

Este site usa o plugin Akismet para reduzir spam. Você pode aprender aqui como seu comentario é processado antes de ser publicado.

MENU

INSCREVA-SE

Receba automaticamente novos posts por e-mail

Nome e Sobrenome:

Endereço de e-mail

Facebook
Facebook
PINTEREST
PINTEREST
INSTAGRAM
Whatsapp