Preste atenção! Ok? Que letra está faltando?

 

E ai? Conseguiu descobrir na imagem qual a letra que está faltando? Se sim, parabéns!

Aproveito que o assunto do “jogo” que lancei foi ATENÇÃO, e reforço que os déficits atencionais interferem fortemente no funcionamento diário das pessoas, pois podem dificultar insights, pensamentos ou ações, por exemplo. Além disso, distrações irrelevantes não são ignoradas. Muitas atividades diárias dependem da integridade das habilidades atencionais (dirigir, cozinhar, realizar transações financeiras) e vários autores já relacionam baixo desempenho atencional com a dificuldade em aderir à reabilitação proposta e ansiedade.

Vale ressaltar mais especificamente o papel da atenção executiva (top-down) para que a leitura ocorre de forma efetiva. Essa função desempenha um papel fundamental no processamento da informação visual (inclusive no controle da própria movimentação dos olhos durante a leitura), na manutenção do foco em informações relevantes e na inibição daquelas irrelevantes. Sabe-se que na sala de aula, focar nos aspectos mais importantes da tarefa e manter-se nela, embora haja outros estímulos distratores no ambiente são indicativos de bom funcionamento atencional e preditores de dificuldades de aprendizagem.

Dessa forma, faz-se importante uma boa avaliação do componente atencional para que se possa compreender os aspectos deficitários nesse construto e relacioná-lo com outros domínios cognitivos, como a própria linguagem e, assim, intervir de forma mais funcional.

 

Por |2018-10-21T17:08:08+00:0025 de outubro de 2018|Aprendizagem, Atenção, Cognição, Dislexia, Leitura, Linguagem|0 Comentários

About the Author:

Graduada em Fonoaudiologia (2009), mestre (2011) e doutora (2016) em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da UFMG. Realizou cursos no Centre de Linguistique Appliquée (Université de Franche-Comté) – França (2013). Participa anualmente de congressos internacionais, sendo o de 2015 em Monterey na Califórnia/EUA. Publicou estudos importantes nos periódicos Journal of Communication Disorders e Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Atualmente participa do grupo de pesquisas em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Tem experiência clínica nas áreas de audiologia e linguagem, com ênfase em processamento auditivo, treinamento auditivo, distúrbios de linguagem e aprendizagem. Currículo completo: http://lattes.cnpq.br/1978022333477136

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