Curiosidades sobre o treinamento auditivo

As primeiras descrições a respeito da aplicação do treinamento auditivo, como método de reabilitação, foram feitas após a II Guerra Mundial, em soldados portadores de perdas auditivas. Frente ao grande número de queixas como “dificuldades para entender a fala em mensagem competitiva e em ambiente ruidoso”, o objetivo principal da intervenção era treinar identificação e discriminação de fonemas, dígitos e palavras semelhantes.

Já em meados da década de 1960, o treinamento auditivo também passou a ser considerado com o intuito de ampliar o uso da audição residual de deficientes auditivos. Nesse caso específico, as tarefas iniciavam-se com o desenvolvimento da consciência e sensibilidade dos sinais acústicos significativos (identificar a presença ou ausência de som), prosseguiam para as habilidades de discriminação dos sons ambientais e finalmente para as habilidades de percepção da fala. Assim, por meio desse treinamento auditivo intensivo e focado, foi demonstrado que era possível otimizar os benefícios das próteses auditivas.

A década de 1980 e 1990, houve um expressivo aumento do número de pesquisas focadas no estudo do sistema auditivo central e no transtorno do processamento auditivo. A partir daí, as pesquisas além de corroborarem os achados iniciais sobre a influência positiva do treinamento auditivo em crianças com transtorno do processamento auditivo e em usuários de prótese auditiva também ampliaram as linhas de pesquisa sobre a aplicabilidade do treino auditivo em outras populações como crianças com transtornos de linguagem, idosos, indivíduos vítimas de traumatismo crânioencefálico e indivíduos com transtornos mentais.

Com o avanço tecnológico, medidas eletrofisiológicas de audição também têm sido utilizadas para demonstrar, de forma objetiva, as mudanças neurofisiológicas ocorridas após a aplicação do treino auditivo.

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Referência: Marchesan et al. Tratado das especialidades em fonoaudiologia. Editora Roca, 2014.