Dica número 1 quando se estuda sobre “processamento auditivo”

#tbt Hospital São Geraldo – HC UFMG 2008

Quando iniciei meus estudos em processamento auditivo, na graduação, a primeira coisa que eu queria aprender era como aplicar os TESTES comportamentais da avaliação do processamento auditivo. Isso mesmo! Queria logo as aulas práticas perto do audiômetro e da cabine!

Só que levei um banho de água fria, pois a disciplina de “Processamento Auditivo” (na minha época) só envolvia a teoria, e o que eu acabei vendo na teoria foi “o que era o processamento auditivo”, “quais eram as habilidades auditivas” e “quais os testes que existiam”.

A minha ideia que “Processamento Auditivo” era sinônimo de TESTES passou da graduação para a pós-graduação. No mestrado fui estudar o “Processamento Auditivo em pessoas que tem Neurofibromatose”, uma doença genética que revela grandes acometimentos fonoaudiológicos e dentre eles questões auditivas.

Como propus estudar “processamento auditivo”, fui logo em busca de pessoas que me ajudassem a aplicar os testes de processamento auditivo. Fiquei aproximadamente 6 meses no ambulatório de avaliação de fonoaudiologia no Hospital São Geraldo – HC UFMG avaliando e aprendendo. Deu certo! Sabia perfeitamente aplicar e reaplicar os testes! Uma alegria só!

Só que eu tinha em mãos um monte de folhas de testes aplicados e não sabia interpretá-los. Não sabia o que eles representavam.

Então fui logo em busca que pessoas que me ajudassem a interpretar os testes, calcular as porcentagens e emitir o laudo! E consegui! E fiquei feliz demais, até quando fui para uma reunião do grupo de Neurofibromatoses e levei debaixo do braço o primeiro caso avaliado em um paciente com NF1.

A ideia de que já sabia TUDO sobre processamento auditivo tomou conta de mim até que um médico da reunião me perguntou por que o teste dicótico de dissílabos alternados (SSW) tinha dado uma diferença tão grande entre a orelha direita e esquerda. Se não me engano a orelha direita tinha dado 80% e a orelha esquerda 12,5%.

Na hora fiquei sem chão, mas logo respondi que o paciente tinha uma alteração na habilidade de figura-fundo e expliquei o que era a habilidade auditiva de figura-fundo. E só!

A verdade é que eu não tinha prestado atenção a este “detalhe”… Estava tão preocupada em aplicar os TESTES e emitir o laudo, que eu esqueci do mais importante: estudar sobre a neuroanatomia e a neurofisiologia do sistema auditivo com um direcionamento para o processamento auditivo!

Voltei para a casa pensando e pensando porque tinha dado uma diferença tão grande entre a orelha direita e esquerda no teste SSW. Foram dias e mais dias até conseguir compreender o porquê! Foram horas de estudos em artigos e em livros EM INGLÊS, para consegui compreender. E como consegui isso?

Dica nº 1: Estude a neuroanatomia e a neurofisiologia do sistema auditivo com um direcionamento para o processamento auditivo antes de querer aplicar os TESTES e antes de querer intervir com o seu paciente! Processamento auditivo não é sinônimo de TESTES! Você somente conseguirá conduzir uma avaliação e intervenção adequadas se tiver domínio quanto a neuroanatomia e a neurofisiologia do sistema auditivo!

Para ajuda-los quanto a isso, o “Hey Ear!” – plataforma de capacitação on-line em processamento auditivo conta com o módulo 1 (Que na minha opinião é o módulo mais importante!!): “Neuroanatomia e neurofisiologia do sistema auditivo” para ajuda-los nesta caminhada quanto aos estudos de processamento aditivo! (https://heyear.com.br/quero-fazer-parte-do-heyear/)

São 10 horas de carga horária, com certificado ao final. O fonoaudiólogo ou estudante de fonoaudiologia conta como apoio: vídeo-aulas, slides das aulas, dicas de estudo, e-book em português com 49 páginas sobre o tema e portfólio de artigos para complementação do estudo!

Super recomendo o fonoaudiólogo ou estudante de fonoaudiologia investir neste conhecimento. Deixo o link para mais informações: https://heyear.com.br/processamento-auditivo-e-linguagem/