Como aplicamos a Classificação Internacional de Funcionalidade – CIF?

Na última terça feira, dia 26/03, aconteceu na Faculdade de Medicina da UFMG o evento promovido pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia 6ª Região: “Como aplicamos a Classificação Internacional de Funcionalidade – CIF?”.

O evento contou com a palestra ministrada pelas fonoaudiólogas Dra. Stela Maris Aguiar Lemos e Ms. Marina Garcia de Souza Borges, que colaboraram na elaboração da cartilha “Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) – Um guia prático para fonoaudiólogos da 6ª Região” disponibilizada pelo CREFONO 6 no final do ano de 2018.

Segundo a Dra. Stela e Ms. Marina, a CIF é uma classificação com múltiplas finalidades elaborada para servir a várias disciplinas e setores diferentes. Os seus objetivos específicos podem ser resumidos da seguinte maneira:

  • Proporcionar uma base científica para a compreensão e o estudo da saúde, dos estados relacionadas com a saúde, dos resultados e dos determinantes.
  • Estabelecer uma linguagem comum para a descrição da saúde e dos estados relacionados com a saúde, para melhorar a comunicação entre diferentes utilizadores, tais como, profissionais de saúde, pesquisadores e o público, inclusive pessoas com incapacidades.
  • Permitir a comparação de dados entre disciplinas relacionadas com os cuidados de saúde, entre serviços, e em diferentes momentos ao longo do tempo.
  • Proporcionar um esquema de codificação sistemático com aplicação nos sistemas de informação de saúde.

A CIF pode ser aplicada e utilizada tanto na prática clínica, quanto na pesquisa. Abaixo listo algumas das principais aplicações:

  • Como uma ferramenta estatística – na coleta e registo de dados.
  • Como uma ferramenta na investigação – para medir resultados, a qualidade de vida ou os fatores ambientais.
  • Como uma ferramenta clínica – para avaliar necessidades, compatibilizar as intervenções com as condições específicas, avaliar as aptidões, a reabilitação e os resultados.
  • Como uma ferramenta de política social – no desenvolvimento de políticas.
  • Como uma ferramenta pedagógica – na elaboração de programas educacionais, para aumentar a consciencialização e realizar ações .

Durante o evento, as fonoaudiólogas Dra. Stela e Ms. Marina indicaram, aos fonoaudiólogos e estudantes presentes, acessar e consultar:

Há ainda desafios na utilização da CIF pelos fonoaudiólogos, porém isso vem sendo minimizado com estudos e pesquisas na área. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, vários estudos vêm sendo conduzidos pela professora Dra. Stela Maris Aguiar Lemos, a fim de incentivar o uso da CIF pelos fonoaudiólogos. Abaixo deixo a indicação do estudo realizado na UFMG, que são os resultados do mestrado da fonoaudióloga Mariana Borges: “Caracterização de aspectos fonoaudiológicos segundo as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para Crianças e Jovens (CIF-CJ)” (http://www.scielo.br/pdf/codas/v30n4/2317-1782-codas-30-4-e20170184.pdf).

Agradeço as fonoaudiólogas Dra. Stela e Ms. Marina por terem compartilhado seus conhecimentos aos fonoaudiólogos e estudantes presentes e ao Conselho Regional de Fonoaudiologia 6ª Região pela organização do evento!