Quanto é 34+26= ?

O cálculo matemático está presente em muitas atividades da vida diária. Ações simples como a compra de um pãozinho, ou complexas, como planejamento métrico de uma casa, envolvem o processamento numérico e de cálculo. Contudo, a habilidade de calcular, mesmo sendo rotineira, representa e é composta por um processo multifatorial cognitivo extremamente complexo que inclui habilidades verbais, espaciais, de memória e de funções executivas.

As fases do processo cognitivo necessárias para a realização de uma operação aritmética simples como, por exemplo, 34+26=60, são recuperadas por meio de evocação e manipulação mental da informação. Quando esta operação é apresentada a uma pessoa, inicialmente ela precisa perceber a organização do espaço, as quantidades numéricas, a relação entre elas, entender o significado do símbolo “mais” (+), reconhecer os símbolos numéricos e seus valores, e saber os passos a serem seguidos para realizar o cálculo adequadamente. A soma dos números 6 e 4 é automatizada. Apenas a resposta, que é o número 10, precisa de atenção. Se a operação não é automatizada, o indivíduo pode usar o processo controlador para a conta, ou seja, o número 10 deve ser mantido na memória, considerando que o zero esteja colocado na coluna certa, e a unidade 1 conservada na memória a curto prazo ou escrita na coluna seguinte.

Você percebe então que para a realização de uma simples operação aritmética 34+26=60 é preciso um grande processo cognitivo? Por isso, pacientes com “discalculia” (alteração parcial no processamento numérico e de cálculo) precisam de uma avaliação precisa das habilidades cognitivas, associadas com avaliações também de linguagem e uma equipe multiprofissional (fonoaudiólogos, psicólogos, médicos) a fim de minimizar as dificuldades!