Como o Distúrbio do Processamento Auditivo é diagnosticado? Testes comportamentais para avaliar a função auditiva central

Como o Distúrbio do Processamento Auditivo é diagnosticado? Testes comportamentais para avaliar a função auditiva central
 
 
    Não é possível demonstrar objetivamente a presença do distúrbio do processamento auditivo (DPA), uma vez que exames específicos como a ressonância magnética, não detectam os déficits funcionais. Este fato não só dificulta o diagnóstico, como favorece a negação da existência dos mesmos, segundo a interpretação de alguns profissionais.
 
     Alguns testes avaliam a audição objetivamente, como os potenciais auditivos evocados do tronco encefálico, podem auxiliar no diagnóstico do DPA, mas talvez apresentem resultados anormais em vários quadros que comprometem a função neurológica como um todo, e não só especificamente a audição. Podem revelar ainda resultados normais nos casos em que a disfunção auditiva afete estruturas mais próximas do cérebro.
 
     Pela complexa natureza do processamento auditivo central, nenhum teste pode ser elaborado de forma a avaliar uma de suas funções isoladamente, com exclusão de todas as outras; da mesma maneira, nenhum teste avaliará todas as habilidades do processamento auditivo de uma vez só, ainda que possam ser elaborados de tal forma que meçam de forma mais pesada um grupo de habilidades de processamento auditivo do que outro.
 
    Portanto, um grupo de testes comportamentais, associados a outras avaliações auditivas e exames de imagem, fornecerão um diagnóstico mais preciso do DPA!
Referência:
Knobel KAB, Nascimento LCR. Habilidades auditivas e consciência fonológica: da teoria à prática. Pro-fono. Barueri, 2010.

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